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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

DIRETOR DO NÚCLEO MADUREIRA VAI PROFISSIONALIZAR O NUCOM

Malheiros: "Quero continuar a saga do campus Madureira,
que é de qualidade, crescimento e referência"

Texto: Robson Rodrigues (5º período), Talita Paranhos (2º período) e Rodrigo Aquino (2º período) / Fotos: Michael Meneses

Os cursos de Comunicação Social e de História vão se unir para contar a história de Madureira através de sua gente. A pesquisa interdisciplinar, inédita, foi um dos projetos anunciados pelo novo diretor geral dos campi do Núcleo Madureira, professor Fernando Malheiros dos Santos Junior, 39 anos, em entrevista ao Jiló Campus. Mas não para por aí. O gestor, que assumiu o novo cargo há pouco mais de um mês, pretende profissionalizar o Núcleo Prático de Comunicação (Nucom), transformando-o em uma unidade prestadora de serviços para a comunidade, além de identificar novos cursos para oferecer à população da Zona Norte.

O desenvolvimento social e econômico da região é uma preocupação de Malheiros, que acredita na transformação através da educação. “O que pretendemos, de fato, é mudar o país, é mudar o cidadão. Fazer com que as oportunidades apareçam, dar subsídios pra que essas pessoas cresçam profissionalmente e socialmente”, ressalta o diretor.

Fernando Malheiros começou a carreira na Estácio há 10 anos, como professor no curso de Turismo. Passou pelas coordenações do politécnico e da pós-graduação; já trabalhou no administrativo, na própria pós-graduação, na captação de alunos e na reitoria de graduação. Na direção de campi há 3 anos, recebeu a incumbência de assumir cinco unidades da Estácio: Madureira, Penha, Vila Valqueire, R9 e Jacarepaguá. Criado na Zona Sul, é um apaixonado por cultura e carnaval. É percursionista na escola de samba São Clemente e, este ano, desfilou pelo Império Serrano.

JILÓ CAMPUS: Quais são os projetos que você tem para o campus hoje em dia?

Fernando Malheiros:
A Universidade Estácio de Sá sempre pensa em crescimento e, quando se pensa em crescimento, pensa-se em qualidade e diversificação. A instituição passou por uma mudança muito grande nesses 10 anos em que eu faço parte da casa. Antes era uma sociedade filantrópica e, hoje, temos uma sociedade de capital aberto. Então, estamos assumindo a unidade com a ideia de identificar qualidades, maximizar essas qualidades, fazer uma integração entre os cursos para trabalhar os conceitos de educação e de interdisciplinaridade e identificar novos produtos e novos cursos que possam estar sendo oferecidos à região. Quero continuar a saga do campus Madureira, que é de qualidade, crescimento e referência. O campus Madureira é a referência na Zona Norte para Estácio de Sá, pois é a maior unidade da Zona Norte. Madureira, em si, é um bairro referência para a Zona Norte. É aqui que tudo acontece, é o fervo da cultura da região. Então, temos que ter cuidado, zelo e carinho que o campus merece.
"Trabalhar na Estácio é um casamento"

JILÓ CAMPUS: Existe algum projeto especial voltado para o curso de Comunicação Social?

Fernando Malheiros:
Existe sim. O Nucom é a oportunidade que nós temos de mostrar, de fazer aparecer com qualidade os produtos que, às vezes, seriam pontuais e colocados em situações específicas. Estamos tentando envolver o Nucom em todos os projetos acadêmicos e de relacionamento com a comunidade, fazendo com que a gente tenha, no mínimo, sempre, o envolvimento do Nucom. Mais do que isso, queremos que os alunos de comunicação façam parte, integrem projetos específicos que estejamos desenvolvendo. Envolvendo a unidade com o seu entorno. Um dos projetos culturais a ser desenvolvido pela unidade é a união dos cursos de História e Comunicação Social, com a ideia de que peguemos personalidades da região para levantar o que a história de Madureira tem, como que ela foi trabalhada, como que ela se desenvolveu e quais são as características inerentes ao cidadão de Madureira. Queremos fazer um trabalho acadêmico voltado à efervescência, à credibilidade dessa cultura local.

JILÓ CAMPUS: Como que você consegue organizar a sua rotina de trabalho?

Fernando Malheiros:
Quando você escolhe trabalhar na Estácio é um primeiro casamento que você tem, se você já é casado, o seu casamento passa a ser o segundo, o lado bom é que como a minha esposa trabalha na casa, sabemos que é um trabalho que absorve bastante da dedicação e do tempo. Ainda mais agora com 5 unidades, 14 mil alunos e cada unidade com a sua característica. Queremos aproveitar as similaridades em prol de um produto com a melhor qualidade, visando o melhor crescimento, a melhor adaptação na região, mas resguardando as características de cada unidade. Para isso montamos uma estrutura não vinculada diretamente a uma unidade. Hoje estou vinculado ao núcleo, assim como a Roberta Framil que é a acadêmica do núcleo e o Ricardo Pereira que é o administrativo do núcleo. O conceito que a gente está querendo utilizar é exatamente de uma posição gerencial, aonde vamos ter uma visão mais estratégica e menos operacional. Trataremos dados, informações, para que a operação foque no atendimento ao aluno e ao professor, fazendo a coisa acontecer no dia a dia. Estabelecemos as diretrizes,metas e a operação faz com que o trabalho aconteça.

JILÓ CAMPUS: Qual é a visão que você tem da universidade com a comunidade?

Fernando Malheiros:
A Estácio tem um histórico muito grande de integração com as comunidades: serviços prestados, um zelo em relação ao atendimento à essa comunidade, prestando serviços muitas vezes gratuitos. O que pretendemos, de fato, é mudar o país, é mudar o cidadão, fazer com que as oportunidades apareçam e dar subsídios pra que essas pessoas cresçam profissionalmente e socialmente. Então, a nossa idéia e o nosso projeto é que essa integração seja feita prioritariamente no sentido de fomentar a profissionalização. Eu não sou muito adepto ao assistencialismo. Acho que ele é importante em alguns momentos, mas, no fim, tem que ser aberta a oportunidade para que essas pessoas se desenvolvam. Esse é um projeto que eu quero fazer. Identificando cursos e serviços para que nós possamos estar oferecendo, no intuito de que a comunidade se desenvolva e, para isso, o Nucom é muito importante.

JILÓ CAMPUS: De que forma o Nucom pode estar ajudando?

Fernando Malheiros:
O Nucom é uma ferramenta de comunicação e de capacitação. Em alguns casos os serviços da Estácio restringem-se estritamente aos aspectos acadêmicos, visando a formação técnica do profissional. Temos o trabalho prático desenvolvido, o aluno desenvolve habilidades e competências, mas o viés comercial da profissão é pouco trabalhado. Hoje o profissional, além do conhecimento técnico, precisa deter a visão comercial do seu trabalho, precisa saber se vender. Pretendo fomentar estas competências no Nucom, para que ele seja um mecanismo do seu próprio desenvolvimento.

JILÓ CAMPUS: Você conhece o Jiló? O que acha do telejornal?

Fernando Malheiros:
Conheço. Já acessei, inclusive. É um ótimo produto. Utilizei o Jiló Press na cobertura do Encontro de Gestores para dar uma olhada na empresa que prestava os serviços. Eu gostei do que vi e decidi contratar para o meu evento também. Na verdade, o conceito de aproveitar e dar mais ênfase ao Nucom nasceu, depois de ter assistido ao telejornal Estácio no Ar. Quero transformar o Nucom em algo rentável, trazendo patrocinadores para que possamos crescer e trazer mais ferramentas de trabalho. E temos como desenvolver isso através da empresa Jr. A necessidade do Nucom é a minha meta e tem que ser a meta de todos os envolvidos.

JILÓ CAMPUS: Com a recente decisão do Superior Tribunal Federal que caçou a exigência do diploma para exercer a profissão de jornalismo, você acha que isso vai desvalorizar o curso?

Fernando Malheiros: Não é o diploma que faz o profissional, e sim a sua qualidade e aquilo que ele busca como formação e desenvolvimento próprio. É lógico que a bagagem, a cultura, podem abrir portas para as pessoas e, muitas vezes, o acesso a isso é muito restrito. A formação superior é um diferencial no mercado de trabalho; só ficam os bons, os mais qualificados. A universidade é um mecanismo de desenvolvimento e aprimoramento para que ele possa crescer e aprimorar as suas qualidades. Não é o diploma que faz o profissional, é ser diferencial, é ter conteúdo diferenciado dentre os demais, e este é o papel da Universidade. Criar a vontade de busca destes diferenciais. Apesar de não concordar com a decisão do supremo, não é um diploma que garante que você seja um bom profissional, o diploma é o meio, o fim é qualificação constante e diária. A rapidez de informação não nos permite mais achar que um diploma na parede nos deixa aptos a sermos ótimos profissionais.
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JILÓ CAMPUS: Deixe uma mensagem para os universitários que estão chegando agora no campus.

Fernando Malheiros: O campus Madureira é muito maior que seus gestores, nossa finalidade é dar conhecimento para formar futuros cidadãos. Hoje, nós temos consciência da qualidade do produto que oferecemos. Somos referência como Universidade. Orgulhe-se disso aluno de Madureira, pois nossa relação é eterna.

Malheiros: "O Jiló Press é um ótimo produto"

domingo, 26 de julho de 2009

“ESSE CARA É UM CHATO... GENTE BOA”

França: "Os estudantes que trabalharam comigo hoje estão empregados"

Texto: Andrezza Henriques (6º período) e Rodrigo Aquino (3º período)

“Esse cara é um chato”. A frase, veiculada na frequência da rádio corredor do Nucom, já foi ouvida – e dita - por muita gente no campus Madureira e, também, no mercado de trabalho. “Sou chato sim, modéstia à parte, porque sonho, concretizo e sou franco. Sou um chato profissional, pois realizo e levo a sério o meu trabalho. O meu ritmo é o do mercado, de uma redação de jornal, onde o tempo é curto e o prazo é mínimo. Para que as coisas aconteçam temos que estar empenhados. O nosso foco é a qualificação dos nossos alunos. Eles têm que ser os melhores. Quem passou pela mídia impressa de Friburgo e de Madureira hoje está empregado. Por isso, acho que eu sou um chato gente boa”, devolve o professor Ricardo França, ou simplesmente França, como gosta de ser chamado. Perfeccionista, o coordenador de Jornalismo do Nucom - Mídia Impressa e Rádio - do campus Madureira, está há 7 anos na Estácio de Sá e inaugurou os laboratórios de mídia impressa dos campi Friburgo e Madureira.

É detentor de diversos prêmios jornalísticos, entre eles o Prêmio Internacional Bartolome Mitre de Reportagem, concedido pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP-Miami), em 1997, em Guadalajara, México, Categoria Direitos Humanos. Foi vencedor com a série de reportagens investigativas “Nota 10 em Violência”, sobre tráfico de drogas nas escolas do Rio, pelo jornal O DIA. A série foi considerada pela SIP a melhor contribuição da Imprensa das Américas no combate ao narcotráfico. Em 1999, recebeu Moção da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro pela contribuição social prestada à sociedade com as reportagens investigativas feitas quando era repórter especial do O DIA.

Em 2004, junto com 40 estudantes de jornalismo, levou o campus Friburgo a ganhar o 1º lugar no 21º Prêmio Nacional de Direitos Humanos de Jornalismo 2004, com a série de reportagens investigativas “Sexo & Cia – o mercado do prazer em Nova Friburgo”. A série, de 31 capítulos, levou 1 ano e 7 meses para ficar pronta e foi publicada durante um mês no jornal A VOZ DA SERRA. O Prêmio foi concedido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio Grande do Sul, com o apoio da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (ARFOC/RS), da ARFOC/Brasile e Secretaria Regional Latino Americana da UITA – União Internacional dos Trabalhadores na Alimentação, Agricultura e Afins. Visa estimular o trabalho dos profissionais do jornalismo na denúncia das violações e na vigilância ao respeito aos Direitos Humanos.

Em Madureira, em 2007, obteve com a equipe da Mídia Impressa o 2º lugar do Prêmio Expocom, Região Sudeste, com a Agência de Notícias Zunido. A agência produz conteúdo jornalístico para jornais de bairro da Zona Norte, entre eles o jornal da Associação Comercial de Madureira. A Rádio Madureira Shopping foi um dos clientes da agência Zunido.

Projeto Repórter Comunitário formou 80 jovens em mídia impressa, rádio e TV

Este ano, com o estudante Marcos Benjamin, criou um projeto inédito no curso de jornalismo da Estácio: o Jiló Press (Jornalismo Interativo Laboratorial Otimizado), uma rede de blogs multimídia que envolve, em sua linha de frente, cerca de 70 estudantes-repórteres que, juntos, produzem e colocam no ar a Rede Jiló Press de Comunicação Multimídia: rádio e tv na internet. Inaugurado em fevereiro deste ano, o Jiló produziu 130 vídeos, 180 programas de rádio e teve 16.500 mil acessos nesses 6 meses de existência.

PROJETO REPÓRTER COMUNITÁRIO - Todo o material jornalístico é produzido pelos alunos e corrigido por França, on-line. O Projeto Jiló Press tem, ainda, um link com a sociedade, através do projeto Repórter Comunitário, outra invenção do França. Já foram formadas três turmas de mídia impressa, rádio e TV. Os cursos são gratuitos e ajudam a formar jovens na prática do jornalismo cidadão. Uma vez formados, podem trabalhar voluntariamente fornecendo reportagens para a Rede Jiló Press de Comunicação Multimídia. O foco social do projeto rendeu duas reportagens de páginas inteiras nos dois principais jornais populares do Rio: EXTRA e O DIA. Mídia espontânea e exposição positiva da instituição em todo o estado do Rio.

CURRÍCULO - Pós-graduado em telejornalismo pela Estácio, sua trajetória profissional teve início por conta própria, no jornal de bairros FATO LOCAL, criado por ele quando ainda era estudante de jornalismo. Foi repórter e roteirista do programa Documento Especial, da TV Bandeirantes; editor-chefe do Diário Democrático; chefe de reportagem do O São Gonçalo; coordenador de produção da Intertv Serra+Mar e da Intertv Planície, afiliadas da Rede Globo; trabalhou nas assessorias de imprensa da Suderj; Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE)/Uerj e no setor de marketing do Centro Universitário Serra dos Orgãos, em Teresópolis.

Com 20 anos de profissão, França é um representante típico da Zona Norte. Morador de Vaz Lobo, é botafoguense, taurino de sangue quente e torce para Portela, Império Serrano e Vila Isabel. Desde janeiro de 2007 é integrante da equipe da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Segurança. Apaixonado pela profissão, França afirma que a prática lapida o profissional. JILÓ CAMPUS - Como surgiu a idéia do Jiló?
FRANÇA -
O Jiló é um veículo multimídia inédito no curso de Comunicação Social. Surgiu pela necessidade de agilizar a produção e a veiculação do conteúdo gerado pela Agência de Notícias Zunido. O Jiló tem ferramentas que proporcionam maior operacionalidade. Trabalhamos com vídeos, na TV JILÓ, e com áudios, Rádio Jiló. Não é necessário mais da presença física no laboratório de mídia impressa para produzir. Com isso, resolvemos os problemas de estrutura e de operacionalidade, ganhamos tempo. O estudante é pauteiro e repórter e pode postar de qualquer lugar, a qualquer hora. Ganhamos onipresença e agilidade e cobrimos toda a Zona Norte.

JILÓ CAMPUS - De onde veio a vontade de começar a dar aula?
FRANÇA -
Eu comecei na Estácio não para dar aula, mas para ser o supervisor da Rádio Estação do campus Friburgo a convite do professor Jorge Maroun. Então, surgiu a oportunidade e passei a dar aula de técnicas de reportagem. Criei a Mídia Impressa de lá e, em 2005, fui convidado pela então coordenadora do curso de Comunicação Social de Madureira, professora Rose Marie, para inaugurar a Mídia Impressa de Madureira, onde estou até hoje.

JILÓ CAMPUS - Qual é a importância do Núcleo de Comunicação?
FRANÇA -
O Nucom é o braço prático para a formação dos estudantes de publicidade e de jornalismo. O Nucom conta com uma infraestrutura com equipamentos modernos e profissionais que vieram do mercado. Dá todo o suporte para o aluno exercer a profissão antes mesmo de entrar no mercado.

JILÓ CAMPUS - Como funciona a Mídia Impressa?
FRANÇA -
Ela funciona como uma agência de notícias que engloba diversos produtos comunicacionais. Cada produto tem um público-alvo e uma linha editorial diferenciada, mas sempre com o foco na comunidade. Aqui, praticamos o jornalismo de rua, pois lugar de repórter é na rua e é isso o que procuro fazer. Pretendo criar uma assessoria de impressa no segundo semestre, a Transitiva e Direta, soluções em comunicação.

JILÓ CAMPUS - Como é a parceria entre a TV Estácio e a mídia impressa?
FRANÇA -
Essa parceria funciona em mão dupla: o Jiló fornece vídeos produzidos pela TV Jiló para a TV Estácio, e a TV Estácio pega esse conteúdo e utiliza nas matérias que vão ao ar no campus, e dá o crédito à TV Jiló. Isso é bom para a TV Estácio porque o blog Jiló Press é um veículo de comunicação que extrapola os muros do campus Madureira Shopping. Então, os VTS produzidos pela TV Estácio veiculados no Jiló faz com que a TV Estácio tenha mais visibilidade.

JILÓ CAMPUS - Qual o ganho que a Zona Norte pode ter com o Jiló e qual o ganho que o Jiló pode ter com a Zona Norte? E para o aluno?
FRANÇA -
A evolução do produto jornalístico Jiló para a Zona Norte é muito importante porque faz com que a região ganhe um veículo que não existia, voltado para o subúrbio com o olhar de quem mora nele. Os nossos alunos são moradores dos bairros da Zona Norte, são observadores de seus problemas e de suas virtudes. Então, as informações que chegam têm a ver com a vida desses moradores. O fortalecimento desse veículo é o fortalecimento da sociedade local. Para o aluno, é a construção de um jornalismo verdadeiro.

JILÓ CAMPUS - Deixe um recado para os estudantes de comunicação.
FRANÇA -
É preciso deixar de pensar analógico para pensar digital. Aqueles que continuarem pensando analogicamente estão mortos e não vão entrar no mercado. A oportunidade de se pensar digitalmente é participar do Jiló Press. Hoje, nós, aqui de Madureira, trabalhamos com a sinergia das mídias, com as possibilidades da multiplicidade midiática.

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domingo, 24 de maio de 2009

FÓRUM TEVE COBERTURA MULTIMÍDIA EM TEMPO REAL

Foto: Efraim Fernandes
França (foto) coordenou a cobertura multimídia: "É uma rotina conquistada"

DA REDAÇÃO JILÓ PRESS

Pela primeira vez nesses três anos, o Fórum de Comunicação Empresarial foi transmitido ao vivo, pela internet. O feito fez jus ao tema desse ano, que focou as novas tecnologias de comunicação utilizadas pelas empresas, sendo o blog, uma delas. Os repórteres e fotógrafos do Jiló Press registraram, minuto a minuto, cada detalhe do evento. O resultado pode ser conferido no final do dia. De acordo com as estatísticas do Jiló Campus, o blog foi acessado por 154 computadores diferentes. Ou seja, teve audiência durante todo o sábado, principalmente durante a realização do evento, quando acontecia a cobertura em tempo real.

LOGÍSTICA - Durante as palestras e os debates, as pessoas presentes no auditório podiam ver no telão, na página Jiló Campus, o que estava acontecendo no local. Para que isso fosse possível, foi montado um posto avançado da redação na sala telepresencial, ao lado do auditório. Dois leptops com conexões 3G (acesso banda larga à web) e três câmeras digitais ajudaram na transmissão dos dados sobre os principais fatos do dia.

EQUIPE - As repórteres Cristina Vieira (6ª período), Talita Paranhos (2° Período), Thayná Carvalho (1° Período) e Yaskara Paz (6º período) se revezaram na cobertura das palestras e as imagens ficaram por conta de Efraim Fernandes e do estudante de publicidade Bruno Portela (2° período). Enquanto isso, o estudante Rodrigo Aquino (3º período) produzia vídeos com imagens do ambiente e entrevistas com os convidados, alunos e professores. "Ter participado da cobertura foi muito bom porque coloquei em prática o meu potencial. Estou me preparando também pra semana de comunicação, porque a cobertura que fizemos não é nem a metada do que estar por vir. O desafio é muito grande porque temos pouco tempo para fazer tudo com rapidez e perfeição: tirar fotos, entrevistar, digitar a matéria. Então, com essa correria, estamos colocando em prática o que o mercado de trabalho já pratica e vai cobrar bem mais quando estivermos lá fora", avalia Talita Paranhos.

Responsável pelos vídeos da TV Jiló, Rodrigo Aquino ressaltou o entrosamento da equipe. "É excelente, correr contra o tempo. Foi tudo on line, fotos chegando, vídeos e essa logística é dificil ser administrada. Porém, a equipe estava totalmente entrosada, o que fez o trabalho evoluir. Estamos adquirindo experiÊncia. Foi um desafio essa semana, quando coloquei o primeiro vídeo editado feito na redação do Jiló. A minha meta é poder fazer todos os nosso vídeos editados, afinal de contas somos multimidia. Acredito que estamos prontos para os próximos desafios. Afinal, outubro não esta longe e isso é o teste para a semana de comunicação", avaliou.

A responsabilidade das fotografias ficou a cargo de um estudante de publicidade. Bruno Portela encarou o desafio e fez cerca de 100 fotos. "Foi muito bom ter a oportunidade de acompanhar de perto o lado jornalistico de cobertura de eventos. Com essa participação, pude perceber que não é tão fácil esse tipo de trabaho. Acredito que o maior desafio é transmitir com fidelidade o clima e o sentimento do evento. É preciso ter muito feeling", explica ele.

ROTINA - Essa foi a terceira cobertura multimídia que a equipe do Jiló fez nos últimos quatro dias. As outras duas foram o Encontro do Ensino Médio no campus R9, e a festa de aniversário da Associação Comercial de Madureira. "Não adianta saber o que é cross mídia sem praticar. A teoria é importante, mas a prática multimídia é que coloca o nossso aluno no mercado de trabalho. O Fórum ensina justamente isso: cases práticos, com ferramentas práticas. Foi o que fizemos hoje aqui e o que o campus Madureira vem fazendo sempre. Temos que parar de pensar analógico e pensar digital. A nossa equipe hoje pratica isso e está ficando afinada quanto à dinâmica de coberturas como essa, que exige rapidez na coleta de dados, redação e postagem. Nesse sentido, é importante a atuação conjunta entre repórter e fotógrafo. A coordenação das equipes fica sob a batuta do editor, que ainda revisa textos e edita fotos. A exatidão da informação no contexto do tempo real é um desafio que estamos aprendendo a lidar e a superar. Na verdade, é uma preparação do nosso time para o desafio maior, que é a cobertura ao vivo da semana de comunicação, em outubro", avaliou o coordenador de jornalismo do Núcleo Prático de Comunicação e editor-chefe da Rede Jiló de Comunicação, professor Ricardo França.